A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, em parceria com a Unidade Local de Saúde (ULS) e o Centro Distrital do Instituto da Segurança Social (ISS), apresentou em Viseu, o projeto de “Telemonitorização de Pessoas Idosas e Doentes Crónicos com recurso ao 5G”. Uma iniciativa inovadora, aprovada com um financiamento de 148 mil euros, que reforça a articulação entre saúde e ação social no território. A sessão culminou com a assinatura de um protocolo de cooperação entre as três entidades, consolidando o compromisso com a continuidade e expansão do projeto, integrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Este projeto inovador tem como objetivo “melhorar a qualidade dos cuidados de saúde prestados à população, através da utilização de tecnologias avançadas de telemonitorização suportadas por redes 5G. A iniciativa permitiu testar soluções que promovem o acompanhamento remoto de utentes, contribuindo para uma resposta mais eficiente, personalizada e próxima, especialmente em territórios de baixa densidade.
No âmbito do projeto, foram implementados mecanismos de assistência e telemonitorização dirigidos a pessoas idosas e doentes crónicos, com recurso à utilização e distribuição de equipamentos digitais de medição de sinais vitais, como smartwatches, pulseiras anti-queda, monitorizadores de glicose, medidores de tensão arterial e de frequência cardíaca, entre outros. Estes dispositivos permitem a recolha contínua de dados de saúde, assegurando a monitorização remota dos utentes pelas equipas clínicas da ULS e pelas instituições sociais envolvidas no projeto.
Os resultados obtidos durante a fase piloto do projeto confirmam o impacto positivo desta solução no acompanhamento clínico remoto. Desde fevereiro deste ano, o sistema permitiu acompanhar 63 utentes, dos quais 58 permanecem atualmente em monitorização ativa, numa intervenção desenvolvida em colaboração com a equipa de Nefrologia da Unidade Local de Saúde Viseu Dão Lafões.
Durante este período, foram realizadas 17.944 medições remotas de diferentes parâmetros de saúde, assegurando uma recolha contínua de informação clínica. O sistema gerou ainda cerca de 14 mil alertas automáticos, dos quais 1.848 corresponderam a alertas clínicos prioritários, encaminhados diretamente para a equipa médica responsável pelo acompanhamento dos doentes.
Os dados recolhidos permitiram validar a eficácia operacional do modelo implementado, com um tempo médio de 11,6 horas para abertura e análise clínica dos alertase apenas 3,9 minutos para encerramento após intervenção das equipas de saúde. A fase piloto registou igualmente uma taxa média de adesão superior a 60% por parte dos utentes, evidenciando a boa aceitação e eficácia prática da solução.
Face aos resultados alcançados, o projeto entra agora numa nova fase de desenvolvimento, prevendo o alargamento progressivo do modelo de telemonitorização a outras especialidades clínicas, nomeadamente cuidados de saúde primários, cardiologia e outras áreas médicas, permitindo assim expandir esta resposta inovadora a um número crescente de utentes em toda a região.
“Com esta iniciativa, a CIM Viseu Dão Lafões reafirma o seu compromisso com a inovação, a coesão territorial e o desenvolvimento de políticas públicas que respondam de forma eficaz aos desafios demográficos e sociais da região”.

