domingo, 12 de julho de 2026
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Planalto Beirão: Há 35 anos a preservar o ambiente com novos desafios pela frente

A Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRP), constitui “uma referência nacional na área da gestão de resíduos”, reconheceu a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na cerimónia comemorativa dos 35 anos do organismo intermunicipal, que decorreu no complexo do Borralhal em Tondela. Num elogio ao percurso da Associação, a […]

A Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRP), constitui “uma referência nacional na área da gestão de resíduos”, reconheceu a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na cerimónia comemorativa dos 35 anos do organismo intermunicipal, que decorreu no complexo do Borralhal em Tondela. Num elogio ao percurso da Associação, a governante classificou-o mesmo como “um exemplo de visão, capacidade de concretizar e resiliência”.

Cumprido um percurso de três décadas e meia na preservação e valorização do ambiente, AMRPB, que serve 330 mil habitantes, centra agora as atenções nos desafios que se colocam nas próximas décadas, em matéria de gestão de resíduos, economia circular e novos investimentos. Nomeadamente na aposta em soluções inovadoras para aumentar a reciclagem, na redução da deposição em aterro e no reforço da sustentabilidade ambiental do território.

“Passamos de uma lógica centrada na deposição de resíduos em aterro, para um modelo assente na valorização de materiais, reciclagem e recuperação de recursos”, sublinhou o presidente do Conselho Diretivo do Planalto Beirão, Ricardo Cruz, também autarca do Município de Tábua, num balanço feito ao percurso iniciado pela Associação há 35 anos. Porque, conclui, Portugal continua aquém das metas europeias em matéria de reciclagem e redução da deposição em aterro.

Ricardo Cruz, aproveitou o momento para anunciar que a AMRPB já deu início ao processo de definição da proposta de âmbito para o estudo de impacto ambiental de uma futura solução regional de valorização energética. “Precisamos reforçar e valorizar o multimaterial, expandir a recolha seletiva de biorresíduos e encontrar soluções que permitam fechar o ciclo da totalidade da ‘fração resto’ dos resíduos de forma mais eficiente e sustentável”, justificou.

Enquanto autarca anfitriã da cerimónia, a presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carla Antunes Borges, sublinhou que a valorização dos resíduos deve ser encarada “não apenas como um desafio ambiental, mas também como uma oportunidade económica para os territórios. Nomeadamente na criação de novas cadeias económicas, do reforçar da competitividade, gerando mais emprego”.