Mais luz no Natal de Viseu para atrair consumidores ao comércio local

Novembro 30, 2020 | Região

“O comércio na rua, a cultura na internet e a solidariedade no bolso”. É assim que o vereador da Cultura da Câmara Municipal, Jorge Sobrado, classifica e resume a programação possível do Natal em Viseu que, em tempo de pandemia, apela e incentiva ao consumo no comércio e na restauração locais, através de uma campanha promocional, “sem precedentes”.

“Neste Natal, temos o dever de criar uma consciência social, económica e cultural mais forte. Todos podemos e devemos contribuir para que ninguém seja deixado para trás. É esse o sentido das apostas que fizemos”, sublinha o presidente da Câmara, Almeida Henriques, a propósito da campanha, já em marcha, «Escolha bem, escolha local”.

E uma das apostas passou pela entrega a cada um dos mil funcionários da Autarquia, um vale de 25 euros para que sejam exclusivamente aplicados em compras no comércio local. Uma decisão que, segundo o Almeida Henriques, decorre do facto de este ano não se ter realizado o tradicional magusto e de não ser possível também promover o jantar de Natal.

Também Jorge Sobrado aproveitou o momento para apelar às pessoas que não tiveram ou não têm quebra de rendimentos neste tempo de pandemia, como é o seu caso, para que façam as suas compras no comércio tradicional. “É um dever moral”, exortou.

Ao todo, e com uma iluminação de rua este ano alargada à Rua Miguel Bombarda e à Avenida António José de Almeida, são 390 mil lâmpadas de baixo consumo a “iluminar a cidade jardim”. As decorações luminosas vão embelezar 31 praças, avenidas, ruas e edifícios na cidade, feitas de mais de 39 quilómetros de cordão de luz. O centro histórico vai ter seis instalações de luz, uma delas também com som, e as Freguesias vão desfrutar de 29 espaços iluminados de Natal.

O Rossio volta a receber uma grande peça de luz: um presente gigante. Neste Natal, o CUBO MÁGICO do verão regressa à Praça da República em forma de prenda, com um gigantesco laço no topo. O projeto de iluminação de Natal resulta de um acordo de parceria com a AHRESP – Associação de Hotelaria, Restauração e Simulares de Portugal

Em conferência de imprensa, para apresentar a programação de Natal deste ano, Almeida Henriques defendeu que “não fazia sentido não iluminar a cidade”, até porque isso afastaria as pessoas do centro para as grandes superfícies que mantêm as suas iluminações”.

Outra das novidades deste ano é a extensão do Mercado de Natal, que habitualmente está residente no Mercado 2 de Maio, para a Rua Direita, onde vão abrir, entre 28 de novembro e 6 de Janeiro, 10 lojas devolutas com novas ofertas de artesanato tradicional e urbano, gastronomia e vinhos.

O Mercado 2 de Maio vai receber 18 operadores e comerciantes de produtos típicos da época, nas habituais casinhas de madeira. Doçaria tradicional, chocolataria, queijaria, charcutaria, vinho do Dão, padaria, cafetaria, frutaria e frutos secos, florista, artesanato e produtos tradicionais é o que os viseenses e visitantes vão poder adquirir na praça histórica. A ACDV – Associação Cultural do Distrito de Viseu é a instituição parceira do Município nesta organização.

As principais apostas culturais viram-se para os Museus Municipais e a Biblioteca, e para a iniciativa “30 Noites, 30 Contos”, em modo digital, para valorizar a tradição do conto de Natal e a experiência literária neste Natal.

O Museu Almeida Moreira volta a receber a grande exposição “Arte Popular no Natal”; o Polo Arqueológico lança a sua página web e organiza um conjunto de oficinas sobre “a pré-história do cinema”, através de brinquedos óticos de “quando o cinema ainda não era cinema”; e o Museu de História da Cidade publica uma timeline digital da história de Viseu e organiza um programa de oficinas de “azulejos repintados”, a partir de uma visita à Capela de Santo António do Solar de Condes de Prime, onde vai decorrer a atividade.

Já o Museu do Quartzo organiza espetáculos de magia e ciência, em live streaming, dirigidos ao público infantil, e um workshop de gastronomia com um ingrediente usado há três mil anos: a farinha de bolota, enquanto à Quinta da Cruz regressa em força, na última parte de 2020, à fotografia e ao cinema: a 5 de Dezembro abre a grande exposição “14/24: Fotografia Contemporânea da Fundação ALTICE Portugal”, numa importante seleção de obras e autores da transição do século XX para o século XXI, na arte fotográfica nacional; a terceira “Mostra de Arte Postal” dedicada ao tema “Luz, câmara, ação”; e a “pequena” exposição “Grandes Cartazes para numa parceria com o Cine Clube de Viseu.