Pré-nacionalidade de Viseu em livro inicia colecção do «Viseu Património»

Outubro 26, 2018 | Cultura

Os resultados do congresso “Do Império ao Reino – Viseu e o Território (Séculos IV a XII)”, realizado em abril de 2016, em Viseu, estão agora compilados em livro. Ao longo de 400 páginas, a obra, de autoria de Catarina Tente, torna acessível ao público o resultado deste projeto de investigação sobre o património de Viseu, no período anterior à fundação da nacionalidade.

O livro agora lançado “está e estará sempre incompleto”, porquanto “numa cidade com 2.500 anos de história” somos sempre impelidos a “ir mais longe”, sublinha Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu. O autarca desafiou, por isso, Catarina Tente e a sua equipa de investigadores a prosseguirem o trabalho que desenvolveram em Viseu, com particular ênfase na Cava de Viriato, que de acordo com Almeida Henriques, “continua a ser um mistério”, pese embora os avanços da investigação.

“Do Império ao Reino – Viseu e o Território (Séculos IV a XII)” marca ainda o arranque da coleção editorial “Viseu Património”, que contará com a publicação de trabalhos científicos subordinados à história e ao património de Viseu ainda por publicar.

Neste particular, Almeida Henriques lançou um outro desafio, desta feita ao vereador da Cultura, Jorge Sobrado, para dar continuidade a este projeto editorial. “Comece já a preparar o volume 2”, exortou, explicando que “desta forma estamos a deixar um legado para o futuro”.

Jorge Sobrado enfatizou que “esta obra dá cumprimento ao compromisso de realização da linha editorial municipal ‘Viseu Património’, com o objetivo de promover a disseminação do conhecimento científico nas áreas da arqueologia, história e património da cidade-região”. Ainda de acordo com o Vereador da Cultura, “reflete também a dinâmica de uma importante agenda de investigação histórica sobre a cidade”.

“Esta publicação é por isso uma conquista para o património histórico de Viseu e para o avanço e a democratização do seu conhecimento. Tornamos, assim, mais acessível informação relevante e atual sobre o papel e influência de Viseu na estruturação e evolução política do noroeste peninsular na Alta Idade Média e, especialmente, na pré-nacionalidade”, concluiu.

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