O Município de Viseu está numa corrida contra o tempo para requalificar as extensões de saúde de Torredeita, Lordosa, Bodiosa, Cepões e Silgueiros. Obras que a Autarquia quer ver as intervenções concluídas até 31 de Agosto, prazo limite “para salvar o financiamento” do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).
As intervenções previstas, que têm como objetivo “melhorar os cuidados de saúde primários fora da sede do concelho”, estão estimadas em cerca de 1,2 milhão de euros, montante assim distribuído: Torredeita (240 mil euros), Lordosa (261 mil euros), Bodiosa (181 mil euros), Cepões (201 mil euros) e Silgueiros (298 mil euros). No terreno está já a requalificação da extensão de Silgueiros.
Na última reunião da Assembleia Municipal, o presidente da Autarquia, João Azevedo, já na posse de todos os pareceres necessários, confirmou o lançamento “para breve” dos respetivos concursos (já aprovados na última reunião do executivo), um desfecho só possível, alegou, graças à “pressão” feita junto do projetista que conseguiu entregar os projetos no dia 16 de Dezembro do ano findo.
Estas Extensões de Saúde são dependentes das Unidades Locais de Saúde e estão capacitadas para garantir o acesso a cuidados médicos e de enfermagem básicos. Pela sua proximidade ao cidadão, contribuem para o evitar de deslocações às Unidades de Saúde situadas na cidade, auxiliando, principalmente, os idosos ou cidadãos com mobilidade reduzida.
O mesmo projetista ficou também responsável pelo projeto da requalificação do Centro de Saúde III (3,703 milhões de euros), em Jugueiros, onde funcionam as Unidades de Saúde Familiar (USF) Viriato, Grão Vasco e Cidade Jardim. Em relação a esta intervenção, João Azevedo adiantou que” ainda está a ser avaliada a questão da dotação orçamental” para a obra.
Instado a pronunciar-se em relação aos edifícios que o executivo liderado por Fernando Ruas pretendia construir de raiz na Avenida da Europa para instalar as USF Infante Dom Henrique, Lusitana, Alves Martins e Viseu Cidade (atualmente a funcionarem no edifício da Segurança Social), João Azevedo referiu que está a tentar arranjar uma solução juntamente com o Governo.
Segundo o autarca, “somando os valores das obras nas extensões de saúde e no Centro de Saúde III ao da construção das USF na Avenida da Europa (19,456 milhões de euros), daria um total de 24.342.826 euros de investimento de capital”, sublinhou, para concluir que o fundo aprovado não ultrapassa os 9,287 milhões de euros, subsistindo assim uma diferença de 15 milhões de euros. “Este é logo o primeiro problema”, reconheceu João Azevedo.