Melhor estátua viva do mundo apresentada em Moimenta da Beira

Setembro 12, 2018 | Sociedade

Há seis anos, na cidade holandesa de Arnhem, a melhor estátua viva do mundo tinha assinatura portuguesa. Helena Reis vencia o Festival Mundial de Estátuas Vivas com DEVENIR, uma obra que mostra uma mulher a ser esculpida a partir de um bloco de pedra. Essa escultura que Helena Reis define como “um ser humano esculpido, nu” que se “funde com a rocha” e que “uma metade [está] presa, e uma metade inevitavelmente livre”, vai ser ‘construída’ e estará representada em Moimenta da Beira, durante a Expodemo, que decorre de 14 a 16 de setembro.

A performance de Helena Reis é inspirada nas esculturas dos “Escravos”, de Miguel Ângelo, e no conceito filosófico do “Devir”. Proposto por Gilles Deleuze, “Devenir” é uma assim uma performance feita de dualidades, onde o Ser se torna estátua tal como a estátua se torna viva. Uma performance artística que habita a “fronteira” de dois universos que se encontram e que nela coexistem: o do corpo preso e o do corpo livre. No cerne da pedra adivinham-se pulsações; as esperanças respiram e a imobilidade da escultura invoca o movimento que irá dar sentido à obra. No silêncio impõe-se a eterna questão: renunciar ou Devir?

No currículo a artista tem ainda o “Prémio do júri e Prémio do Público”, no XVI Festival de Estátuas vivas de espinho. E também o “Prémio do Público” de melhor estátua no XIII Concurso Internacional de estátuas humanas em Leganés, Madrid. Junta-se ainda o segundo lugar no “Man.in.Fest 2015”, na Roménia.

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