Mata do Fontelo reabre depois de “minuciosa» intervenção

Junho 26, 2020 | Sociedade

Quase dois anos depois do rasto de destruição deixado pela tempestade Leslie, que destruiu grande parte do seu arvoredo, está reaberta a Mata do Fontelo, o maior pulmão verde da cidade de Viseu. Foram longos meses de espera, mas o espaço está agora “100 por cento visitável” e com novos atractivos. Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal, junta aos trabalhos de limpeza operados, intervenções que passaram, entre outras, pela colocação de sinalética e pela georeferenciação de 7.500 árvores. Isto na sequência de um “aprofundado estudo” elaborado por uma assessoria “qualificada” que integrou a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Quercus e Escola Superior Agrária de Viseu.

Com a requalificação da Mata do Fontelo, a Câmara Municipal de Viseu dá também por concluída a primeira e segunda fases de reabilitação do Parque do Fontelo e, com elas, a reabertura, na sua plenitude, de todos os trilhos e caminhos da mata quinhentista. O espaço, de 17 hectares, esteve primeiro totalmente encerrado, e depois parcialmente fechado ao público.

“Não foi só a tempestade Leslie, mas também outras que se seguiram, que ditaram os atrasos verificados nesta reabilitação. O que, por outro lado, nos permitiu perceber que o Fontelo tem cerca de 7.500 árvores, de 37 espécies, todas elas agora identificadas em termos de características e estado de conservação ”, justifica Almeida Henriques.

O autarca sublinha que a dimensão dos danos provocados pelas tempestades na Mata do Fontelo obrigou a uma “minuciosa intervenção”, sempre acompanhada pelos parceiros envolvidos. “Uma coisa seria limpar a cara e deixar tudo como estava, outra coisa foi fazer um trabalho sério e sustentável”, acrescentou.

Depois de uma primeira fase centrada na modernização dos espaços desportivos, e agora da segunda, vem aí a terceira fase de requalificação do Parque do Fontelo, para a qual o Município tem reservados 1.5 milhões de euros. Montante que será investido na substituição do relvado (com um mais eficiente sistema de rega) e pista de atletismo; na reabilitação do jardim quinhentista; na substituição do alcatrão que circunda o Estádio por cubos de granito; e a construção de uma vedação, ao longo de todo o campo de futebol, que de alguma forma, “irá permitir esbater o alcatrão”.