A Rua Formosa começa a ver uma luz ao fundo do túnel. A inauguração recente da loja de decoração «Scalla», e a reabertura, já este sábado, da prestigiada «Pastelartia Horta», são um sinal de que a tradição comercial desta artéria pode estar de volta. Ou, pelo menos, tudo indica que está a ganhar um novo fôlego. Algo que, espera-se, pode ajudar os comerciantes a aguentar uma crise que tem levado ao encerramento de centenas de lojas no concelho e distrito de Viseu.
Os dois estabelecimentos aliam a modernidade à tradição. A «Scalla», do Grupo Macovex, instalada no número 63 da Rua Formosa, é uma lufada de ar fresco. O design do espaço, acolhedor e luminoso, tem disponível uma panóplia de artigos de decoração de alta qualidade a preços tentadores. Cerâmicas, acrílicos, iluminação, têxteis (tapeçarias, atoalhados, mantas), sabonetes, aromáticos, mobiliário e papel de parede, são apenas alguns dos milhares de artigos que compõem o seu recheio.
Detentora de um conceito que associa diferentes tendências no mundo da decoração, a Loja «Scalla» tem a vantagem de associar ao atendimento personalizado dos seus clientes, a vontade de “reforçar a relação afectiva” que já existe e é cultivada no Grupo Macovex.
HORTA: O REGRESSO DO CHÁ DAS CINCO
Imagem de tradição e saberes acumulados guardados e transmitidos ao longo de gerações, a Pastelaria Horta regressa este sábado, pela mão de um empresário de Aguiar da Beira, quando muitos viseenses já não acreditavam que seria possível manter um estabelecimento que é imagem de marca da cidade e particularmente da Rua Formosa.
Encerrado em Março devido a dificuldades dos anteriores proprietários, após 140 anos de existência, a Horta regressa com o “chá das cinco”, a doçaria tradicional que lhe deu fama, e além do novo visual, respeitador da história do espaço, com uma secção de fabrico de pastelaria próprio.
Ponto de encontro de gerações de viseenses, o estabelecimento regressa como uma indiscutível mais-valia para a animação do comércio tradicional no centro histórico de Viseu. Como nos tempos idos quando o estabelecimento era procurado por quem, de longe, não queria perder a oportunidade de saborear as especialidades regionais que ali tinham um dos seus «santuários», como as castanhas de ovos, os papos de anjo, ou os pastéis de feijão e de Santa Luzia. O escritor Aquilino Ribeiro era um dos habituais frequentadores.