Paço Episcopal remodelado dignifica igreja e diocese de Viseu

Fevereiro 28, 2013 | Região

Sete anos depois, e com cerca de um milhão de euros investidos, obtidos a partir da alienação de algum património e a ajuda de várias instituições, está concluída a remodelação do Paço Episcopal de Viseu, na Rua Nunes de Carvalho. É o culminar de um projecto sonhado e pensado por D. António Marto, actual Bispo de Leiria – Fátima, continuado e concretizado pelo seu sucessor, D. Ilídio Leandro. A reabertura oficial ao público aconteceu no último domingo, dia em que encerrou também o Ano Jubilar de S. Teotónio, patrono da Diocese e da cidade. “Uma feliz coincidência”, congratulou-se o bispo de Viseu.

Centenas de fiéis associaram-se à celebração, na Sé Catedral, da Eucaristia Jubilar de S. Teotónio, e depois à bênção da Casa Episcopal, duas cerimónias presididas pelo Núncio Apostólico D. Rino Passigato. No remodelado Paço, onde D. Ilídio Leandro, fez as honras da casa  –  “da nossa casa”, como fez questão de sublinhar –, o bispo de Viseu recordou e homenageou todos quantos contribuíram para a concretização de uma obra que sempre representou, mais do que um desafio, “uma urgente necessidade”.

Foi há sete anos, numa reunião então presidida por D. António Marto, que o Presbitério se pronunciou sobre a urgência de se fazerem obras no Paço Episcopal, que já não sofria qualquer intervenção desde há quase meio século. Uma necessidade que viria depois a ser assumida, de corpo e alma, por D. Ilídio Leandro. “Fez-se o projecto e lançou-se a obra, iniciando-se então um longo caminho com muitos obstáculos e contratempos que levaram mesmo à ponderação e remodelação do projecto inicial”, concluiu o bispo de Viseu, numa referência à localização do edifício na zona histórica da cidade e da muralha, que obrigou à realização de vários estudos arqueológicos.

De autoria do arquitecto Miguel Mota, o projecto de remodelação do Paço Episcopal de Viseu, que aproveitou apenas a fachada do antigo edifício, incluindo dos dois adjacentes, foi coordenado no terreno pelo padre Armando Esteves Domingos. Para custear o empreendimento, adjudicado pela empresa João Gonçalves Cabral & Filhos, a Diocese teve de alienar algum do seu património, contanto ainda com as ajudas de várias entidades e organismos, entre eles a Direcção Regional da Cultura do Centro, Câmara Municipal de Viseu, e várias comissões diocesanas.

No novo Paço Episcopal, o hall de entrada assume, segundo a Diocese de Viseu, “especial protagonismo como espaço de ligação entre a residência e os serviços, mas essencialmente como espaço de acolhimento para todos os utentes e visitantes”, o corpo esquerdo acolhe praticamente todos os serviços diocesanos: Tesouraria e Contabilidade, Chancelaria, Tribunal Eclesiástico, Vigário Geral, Cúria Diocesana, e Conselho Económico, entre outros espaços. Na parte direita localiza-se a residência do Bispo, que ocupa desde o dia 22 de Dezembro, e da comunidade de apoio. Destaque para o vitral, colorido e em semi-círculo, a encimar o hall, no prolongamento da capela localizada no piso superior.

Para além da livraria e da redacção do Jornal da Beira, o edifício integra também o Departamento dos Bens Culturais da Diocese, incluindo oficinas de conservação e restauro e Arquivo.