ETAR de Viseu/Sul custa 40 milhões

Maio 17, 2013 | Região

 

Com a consignação das empreitadas de construção dos emissários que, a partir de Teivas e S. Salvador, irão conduzir os esgotos das estações de tratamento aqui instaladas para a futura «ETAR de Viseu Sul», nos limites da freguesia de Faíl, aquelas duas localidades vão, finalmente, libertar-se da “mancha negra” que durante muitos anos afectou a qualidade de vida das respectivas populações. As duas empreitadas integram a candidatura apresentada pela Câmara e Serviços Municipalizados para a construção de um equipamento que ronda os 40 milhões de euros, o “maior investimento de sempre” até agora lançado neste concelho.

Realizadas em cerimónias distintas, a primeira na Associação de Teivas, no valor de 3,2 milhões de euros, e a segunda na sede da Junta de Freguesia de S. Salvador, no valor de 7,5 milhões de euros (montantes acrescidos de IVA), as assinaturas dos autos de consignação tiveram a participação das populações que, segundo Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal, “mais sofreram” com a presença das duas maiores estações de tratamento do concelho, e que serão desactivadas logo que esteja concluída a ETAR de Viseu Sul, um equipamento comparticipado em 85 por cento por fundos comunitários.

O emissário que parte de Teivas, tem um prazo de execução de 432 dias, enquanto o emissário que parte de S. Salvador deverá ficar concluído num prazo de 584 dias. Com a construção do primeiro, serão ainda desactivadas as estações de tratamento de Póvoa de Sobrinhos, Parque Industrial de Coimbrões, Repeses e Vila Chã de Sá e, com o segundo, as estações de S. Cipriano e ainda a estação elevatória de Ribeira de Mide, em Abraveses. “Estamos perante uma obra que irá reforçar a requalificação ambiental do concelho “de forma espectacular”, faz questão de sublinhar Fernando Ruas.

Característica comum aos dois empreendimentos, será, segundo o director dos Serviços Municipalizados de Viseu, Carlos Tomás, o “sistema de drenagem gravítica” (condução por gravidade),uma opção “mais vantajosa em termos de facilidade de exploração, custos de manutenção e exploração do ambiente”. Com a particularidade de ser possível recolectar graviticamente os esgotos provenientes do emissário de Ribeira de Mide.

Em ambas as cerimónias esteve também presente o presidente da Assembleia Municipal de Viseu e candidato à presidência da Câmara. Uma presença que Fernando Ruas, presidente da Autarquia, justifica como uma “questão de justiça”, não só pelas funções que detém a nível municipal, mas também” pelo papel determinante que teve, enquanto secretário de Estado, na aprovação do programa que permitiu o arranque deste investimento neste concelho”.

 

 

 

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