Bombeiros do Distrito de Viseu cancelam acesso à internet da Associação Nacional de Protecção Civil

Julho 2, 2012 | Região

As associações de bombeiros de Viseu deliberaram, por unanimidade, em Assembleia Geral ordinária realizada em Farejinhas (Castro Daire), cancelar os acessos de ligação à plataforma web e sistemas de georreferenciação da ANPC – Autoridade Nacional da Protecção Civil. Em causa está, segundo a direcção, o “tratamento discriminatório” para com esta Federação, consubstanciado na obrigatoriedade do pagamento daquele serviço por parte das corporações deste distrito, o que não acontece com as congéneres de Vila Real e Guarda.

Enquanto entidade beneficiária, a FBDV distribuiu em 2010, e no quadro do Programa de Requalificação do Sistema de Protecção Civil no Distrito de Viseu, aprovado e financiado em 1.054.920 euros, 297 equipamentos pelas 32 AHBV/CB’s do Distrito, que, entretanto, se candidataram.

Nos termos deste programa, as associações ficavam isentas, durante dois anos, do pagamento da taxa de acesso à plataforma web e comunicações dos sistemas de georreferenciação. Essa isenção terminou em Fevereiro deste ano, altura em que caberia a cada uma das corporações de Viseu, suportar os respectivos custos de utilização, no valor de 144 euros/ano, e por equipamento.

“Entretanto, e para o mesmo equipamento, a ANPC está a assumir os respectivos custos em Vila Real e Guarda, em insuportável atitude de desigualdade de tratamento para com os bombeiros de Viseu”, denuncia o presidente da direcção da FBDV, Rebelo Marinho, que em Fevereiro e Maio, reclamou o não pagamento daquelas taxas junto da Liga Portuguesa dos Bombeiros e ANPC, sem que até agora tenha obtido qualquer resposta.

“Perante tais factos e omissões”, as AHBV’s/CB’s deliberaram por unanimidade cancelar os acessos de ligação dos referidos equipamentos à ANPC, com efeitos a partir de 14 de Junho.

“Conscientes, todavia, dos prejuízos operacionais e de segurança que esta deliberação pode ocasionar, a FBDV endossa-os para as entidades que têm utilizado tratamento discriminatório para com esta Federação, silenciam posições, e protelam decisões”, conclui Rebelo Marinho.