Polis II: Droga invade parque linear do rio Pavia em Viseu

Fevereiro 28, 2013 | Opinião

Antes de mais, quero fazer notar que o reparo aqui feita no último número, foi levado em atenção pelo edil responsável, que prontamente mandouacautelar a situação em causa.

Como munícipe, penso ter o direito e até a obrigação de dar conta de certas situações anormais que forçosamente fogem ao conhecimento de quem tem responsabilidades autárquicas. Faço-o aqui e agora, como já anteriormente a terei feito telefonicamente, por escrito e até pessoalmente.

Vamos a outra questão que envolverá não só a Câmara Municipal, como outras entidades.

Como é sabido, um governo socialista, propôs e defendeu que se criassem as chamas “salas de xuto”, onde as pessoas dependentes da droga, pudessem, sob vigilância e acompanhamento médico e de enfermagem injectar-se para satisfazer o seu infeliz e condenável vício.

Claro que a direita chumbou tal prática, pois preferiu continuar a ignorar a realidade e a empurrar os toxidependentes para os lugares mais sórdidos e mais negros das comunidades que habitam.

A hepatite e a sida são uma constante, mas mesmo assim, querem hipocritamente continuar a ignorar a realidade.

Pois Viseu também tem os seus antros, o seu Casal Ventoso. É arrepiante para quem passeia perto da ponte nova que atravessa o Rio Pavia e que liga ao bairro social que ali existe.

A toda a hora, é um rodopio de pessoas dependentes da droga a atravessarem a zona em direcção à Rua da Vila Lusitana (sem acesso público, por estar entaipada a cadeado), onde a escassos 20 metros, velhos e crianças passeiam.

Como a fotografia documenta, até se pode ver um individuo de cócoras a injectar-se, e não faltam lá provas de tais práticas (pratas, isqueiros, seringas e outros materiais do ofício), para atestar esta triste e desgraçada realidade.

Já assistimos no referido bairro a grandes e aparatosas acções policiais com cortes de trânsito, e com os agentes especiais armados de metralhadoras. Sabemos que o tráfico é difícil de combater e mesmo impossível de controlar, e daí, continuar tudo na mesma.

Para além da responsabilidade policial, a Câmara Municipal de Viseu, poderia e deveria tomar algumas providências, no sentido de impedir o acesso a este antro tão sórdido, tão tétrico e tão revoltante.

Quem assumirá as suas responsabilidades? QuidJuris?

Por: José Reis