Jovens que nem estudam nem trabalham preocupam novo presidente do IPV

Setembro 29, 2017 | Educação

O novo presidente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV) sublinha que a Instituição pretende crescer à custa do aumento do número de alunos, e defende que é preciso acabar com a situação dos 50 mil jovens que nem estudam nem trabalham. “É um número não aceitável e esses jovens não podem ser recuperados, quatro anos depois, com programas para maiores de 23 anos”, criticou João Monney Paiva, depois de ter sido empossado pelo presidente do Conselho Geral, Correia de Campos.

“Tenho nos jovens um exemplo de dedicação, inteligência e capacidade de realização a todos os níveis. E não é aceitável que gerações e gerações sejam postas de fora de um percurso que, ao nível do secundário, está em linha com aquilo que é a sua formação de ensino superior”, concretiza o novo presidente do IPV.

Na Aula Magna do IPV, e perante uma plateia a quem se dirigiu de forma simples e informal, Monney Paiva reforçou que a taxa de cobertura para o ensino superior “ainda é pequena”, e lamentou que todos os anos cerca de 50 mil jovens sejam remetidos para o estatuto de quem nem estuda nem trabalha. “É necessário, por isso, discutir e propor soluções na regulação do acesso ao ensino superior. A actual pode ser muito gratificante para quem tem uma visão da formação do tipo elitista, mas não corresponde às necessidades do país”, advogou.

Com elogios e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos nove anos pelo seu antecessor, Fernando Sebastião, para quem pediu uma salva de palmas, o novo presidente do IPV enumerou algumas das directrizes que irão nortear a acção do estabelecimento de ensino superior.

A começar pela modernização administrativa e o recurso a projectos-piloto que atraiam mais jovens (o objectivo é chegar a 80 por cento dessa população), passando pela adesão ao programa Exarp (um movimento que pretende valorizar as práticas positivas da integração dos estudantes no ensino superior ao nível do desporto da cultura e da ciência), e prosseguir o caminho no contexto da internacionalização, “sem deixar de ser uma instituição relevante para a região.

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