Lamego vai trocar velhos contadores pela EDP box

Junho 4, 2012 | Economia

InovGrid PROMETE REVOLUCIONAR A LIGAÇÃO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO E O CLIENTE

Com a implementação do projecto InovGrid, apresentado pela EDP Distribuição no Salão Nobre da Câmara Municipal, Lamego passou a ser também uma das primeiras cidades InovCity do país. A concretizar ao longo deste ano, período em que os moradores vão poder trocar os velhos contadores pela EDP box, o projecto distingue-se pelo seu carácter pioneiro em matéria de inovação tecnológica e abrangência de serviços.

Seleccionado em 2011 pela Comissão Europeia e pela Eurelectric como «case study» de redes inteligentes de energia, entre mais de 260 projectos apresentados a nível europeu, o InovGrid permite uma gestão mais inteligente da rede eléctrica de distribuição, promove a sustentabilidade ambiental, diminui os custos, e melhora a qualidade do serviço prestado.

A aplicar, numa primeira fase, apenas em sete concelhos do país, o projecto alcançou um assinalável sucesso no teste-piloto em Évora, onde foram ligadas 30 000 EDP boxes, em substituição dos antigos equipamentos de contagem. Um estudo levado a cabo pela empresa Qmetrics, suportado pela Universidade Nova de Lisboa, revela que os clientes obtiveram ganhos de eficiência em cerca de 3,9 por cento em relação aos consumos anteriores.

Com o InovGrid, cada EDP Box funciona como um “gestor inteligente”, através do qual o consumidor terá uma participação activa na gestão dos seus consumos, em paralelo com uma maior eficácia operacional do operador da rede de distribuição. Por terem a mesma dimensão dos actuais contadores, as EDP Box vão permitir controlar o fluxo de energia, detectar e resolver situações anómalas à distância, e o acesso a toda a informação da rede, através, por exemplo, de um computador ou de um PDA. Deixará ainda de haver, como até agora, leituras por estimativas e os clientes passam a pagar apenas o que efectivamente consomem. O equipamento possibilita ainda a realização de alterações contratuais de potência, ciclo ou tarifário, sem a necessidade de deslocação de pessoal especializado.

Para António Martins da Costa, administrador executivo da EDP, o InovGrid representa para a empresa, que faz da distribuição o seu «core business», um projecto de grande relevância. “Continuamos a encarar a distribuição como uma actividade chave da missão da EDP, porque é aquela que nos permite também estar mais próximo dos cidadãos”, concluiu o responsável.

João Torres, presidente do Conselho de Administração da EDP Distribuição, reconheceu, naquela cerimónia, que o concelho de Lamego representa “uma escolha óbvia», na área de influência da Direcção de Rede e Clientes Mondego (DRCM), para a implementação do InovGrid. “Tem condições para, em conjunto, prosseguir este caminho, que se traduz na melhoria da qualidade de vida das pessoas, um objectivo que continua a ser a grande motivação da EDP Distribuição”.

Durante a apresentação pública do projecto em Lamego, Francisco Lopes, presidente da Câmara Municipal e quadro superior da EDP, saudou a escolha deste município para testar as vantagens do InovGrid. “Estamos perante um desafio inovador, num concelho que pretendemos também inovador, que aceitamos e com o qual queremos ser parceiros privilegiados”, reconheceu o autarca, para concluir que ao longo dos últimos anos, a EDP tem efectuado investimentos avultados no concelho e na região de modo a melhorar a prestação de serviços.
NOVA SUBESTAÇÃO CUSTOU UM MILHÃO DE EUROS

No mesmo dia em que foi apresentado o projecto InovGrid, a EDP Distribuição inaugurou também uma nova Subestação em Lamego, um equipamento de nova geração há muito aguardado pelas populações, que vêem agora resolvidos os problemas provocados por algumas “frequentes e prolongadas interrupções no fornecimento de energia eléctrica”, como fez questão de lembrar o presidente da Câmara Municipal.

O investimento eleva-se a um milhão de euros. Equipada com um moderno sistema de protecção, comando e controlo, incluindo sistemas de contagem e de comunicações, a nova Subestação permite a interligação do Parque Eólico Fonte de Mesa II e dos sistemas de produção, transporte e distribuição. Em paralelo, continua a construção da nova rede de média tensão de que é exemplo a linha Varosa-Penajóia, numa extensão de 4,5 quilómetros e um investimento de mais de 100 mil euros.

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