Gastronomia é «prato-forte» nos museus municipais de Viseu em 2019

Fevereiro 20, 2019 | Economia

2019 vai ser um ano em grande para os museus municipais de Viseu. Um marco. Tudo porque as iniciativas programadas para cada um deles, preparadas em sintonia com esse evento maior que é a classificação de Viseu como destino nacional da gastronomia, pretende deixar raízes fundas para o futuro. E colocar este território, definitivamente, na linha da frente enquanto destino incontornável da cultural a nível nacional.

Os eventos programados e já anunciados para os sete espaços museológicos municipais incluem, para além desse enfoque “na valorização cultural, criativa e educativa da gastronomia e dos seus universos patrimoniais, simbólicos ou sociais”, qualquer coisa como 18 novas exposições, tecnologia no Museu de História da Cidade e roteiros temáticos para todos os gostos e idades.

“Estamos a criar uma rede que pretende consolidar Viseu como um núcleo cultural de excelência. A decisão de consagrar este território como destino nacional da gastronomia, em 2019, irá seguramente concorrer para o aumento da afluência de turistas motivados pelas nossas riquezas culturais mas, também, pela diversidade e qualidade daquilo que servimos à mesa”, enfatiza o presidente da Câmara, Almeida Henriques.

Jorge Sobrado, vereador da Cultura na Câmara Municipal de Viseu, sublinha, por sua vez, que “este ano os museus municipais «também sabem comer», respondendo, desta forma, ao repto do destino nacional da gastronomia com actividades para quantos nos visitem individualmente ou em grupo. Vamos pôr um bocadinho de gastronomia em tudo o que fizermos”, garante.

No que à componente gastronómica diz respeito, não faltam iniciativas a merecer sublinhados especiais sobre o que vai acontecer em 2019 na Quinta da Cruz, Museu do Quartzo, Museu de Almeida Moreira, Museu de História da Cidade, Colecção Arqueológica José Coelho, Casa da Ribeira e Museu do Linho de Várzea de Calde – programação diversificada e para todos os públicos através de exposições, actividades educativas, workshops e conferências.

A título de exemplo, é de destacar a proposta para o Museu do Quartzo, onde o projecto passa por explorar a relação dos minerais com a cozinha, a gastronomia e os vinhos, em múltiplas actividades – do Museu do Monte de Santa Luzia. E para passar da ciência à prática, o «pai» Galopim de Carvalho protagonizará oficinas de culinária alentejana. Na Casa da Ribeira será inaugurada a exposição inédita «As Loiças Antigas e Tradicionais». E no Museu do Linho a gastronomia irá combinar com vinhos. Entretanto, ao longo do ano, os museus envolvidos organizam conversas e conferências subordinadas ao tema «A Gastronomia & o Resto», “explorando as afinidades entre a mesa beiraltina e temas como a arte, a religião, a política, a ciência e a saúde”.

Mas, como diz o Município, “nem só de gastronomia se fazem os museus municipais de Viseu em 2019”. E assim é. Ao longo do ano, 18 novas exposições renovarão a atractividade dos sete espaços museológicos envolvidos. Destaque, neste caso, para o projecto do Museu da História da Cidade, baseado na relação entre o digital e a realidade aumentada. Ou o Museu Almeida Moreira que, no primeiro semestre, apresentará ao público algumas das obras mais emblemáticas de Alfredo Keil.

A completar a trilogia de eventos estruturantes nos museus municipais, durante o ano que já corre, estão os roteiros temáticos. Desde o «Roteiro Megalítico» ao «O Monte de Santa Luzia na Idade do Bronze», passando por «Viseu Renascentista», entre muitos outros, até ao percurso previsto para o Parque Linear do Pavia, onde serão identificadas espécies arbóreas e ervas comestíveis nas propostas da Casa da Ribeira e da Quinta da Cruz.

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