Edp Distribuição reconhece trabalho dos operacionais nos incêndios de Outubro

Novembro 8, 2017 | Economia

O rasto de destruição e os prejuízos de “alguns milhões”de euros deixados pelos incêndios de Outubro, no centro do país, provocaram também danos relevantes na rede eléctrica da totalidade dos municípios envolvidos na tragédia. A situação obrigou os operacionais da empresa a desdobrarem-se em esforços para regularizar as situações e garantir às povoações atingidas, no mais curto espaço de tempo, o fornecimento de energia eléctrica.

O presidente do Conselho de Administração (CA) da EDP Distribuição, João Torres, esteve em Viseu, Castelo Branco e Coimbra para agradecer e deixar um voto de louvor aos operacionais envolvidos nos trabalhos de recuperação da rede elétrica. A visita foi feita na companhia de Catarino Alves, director da Direcção da Rede e Clientes Mondego.

“A situação foi muito grave. Tivemos centenas de quilómetros de linhas de baixa e média tensão e postos de transformação destruídos. A resposta foi absolutamente notável”, assim justificou João Torres “o dever” de deslocar-se a Viseu, Castelo Branco e Coimbra, para agradecer aos trabalhadores a dedicação e “a resposta pronta que deram aos municípios”.

O agradecimento aos operacionais teve ainda um sublinhado especial, devido ao facto de o trabalho ter sido desenvolvido debaixo de condições muito difíceis, em muitos casos com casas e floresta ainda a arderem próximo dos locais onde os funcionários da EP trabalhavam. “Foram os primeiros a aparecer num quadro de grande tragédia e aflição, ainda com as florestas, os terrenos e as casas a fumegarem. Só pararam quando acenderam a última lâmpada”, afirmou João Torres.

A reposicao de milhares de linhas empenhou 800 operacionais e 150 viaturas. “Foi uma operação logística de grande dimensão”, reconhece João Torres. E vai mais longe: “Pelos danos que tivemos, a tragédia foi bem pior do que em Pedrógão Grande. Foi necessário reconstruir centenas de quilómetros de linha, mais de 120 na baixa tensão, na média tensão mais de 50, e cerca de 20 postos de transformação”.

O presidente do CA da Edp Distribuição mostrou-se igualmente satisfeito por constatar que, não obstante a dimensão da tragédia e as condições adversas a que os operacionais da empresa foram sujeitos, tudo tenha sido regularizado “sem que se tenha registado um único acidente de trabalho”. E tudo de uma forma rápida. “Uma semana depois, a situação foi regularizada. Cobrimos 100 por cento daquilo que podíamos atender”.

Quanto a números, e embora reconheça que ainda vai levar mais algum tempo até que os prejuízos fiquem totalmente contabilizados, João Torres admite que sejam avultados no conjunto dos municipios de Castelo Branco, Viseu e Coimbra. “Ainda não temos valores finais, mas foram uns milhares de euros. Tivémos de mobilizar pessoas de várias regiões do país, de estruturar uma logística de aprovisionamento de cabos eléctricos, e instalamos 120 quilómetros de cabos”.

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