Critical Software investe mais de meio milhão em Viseu

Abril 11, 2018 | Economia

Integrada na visita do Comissário Europeu, Carlos Moedas, que cumpriu em Viseu, durante dois dias, o 6º Roteiro da Ciência, um projecto que visa a promoção da investigação, ciência e inovação, foi assinado nesta cidade o memorando de criação do novo Centro de Competências da Critical Software em Viseu. Instalado no «Vissaium XXI», nas instalações iniciais da Universidade Católica Portuguesa, o investimento ultrapassa os 5 milhões de euros, a concretizar ao longo de três anos, do qual resultará a criação de mais de meia centena de postos de trabalho.

Feito a convite do presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, o 6º Roteiro da Ciência incluiu visitas prolongadas à Interecycling, em Tondela, Instituto Politécnico, e Visabeira. A motivação do Comissário Europeu foi determinada, segundo Carlos Moedas, pelo facto de esta região constituir um bom exemplo do que de melhor se tem feito em Portugal ao nível da investigação, ciência e inovação.

A cerimónia de assinatura do memorando de criação do novo Centro de Competências da Critical Software, realizada nos Paços do Concelho de Viseu, foi o primeiro passo para o arranque de um dos quatro novos centros de engenharia que a empresa lançou, e cujo início de funcionamento deverá ter lugar ao longo deste mês, segundo Gonçalo Quadros, cofundador e CEO do grupo.

Ontem, Carlos Moedas visitou em Tondela a Interecycling, uma empresa que desenvolve um negócio inovador na área da reciclagem de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos. A unidade factura 3,7 milhões de euros e exporta 35 por cento da sua produção, o que faz dela o maior projecto de reciclagem da Península Ibérica. “Esta empresa é o exemplo daquilo que queremos para a Europa do futuro, que é passar de uma economia linear para uma economia circular, utilizando o lixo para criar outros produtos”, sublinhou Carlos Moedas.

O roteiro de ontem incluiu, ao final da tarde, uma sessão de trabalho na sede do Grupo Visabeira, no Palácio do Gelo, em Viseu. Naquele que é considerado pelo Comissário Europeu como um Grupo “incontornável” na região, no país e no mundo, Carlos Moedas foi recebido por Nuno Marques, presidente da Comissão Executiva do Grupo Visabeira.

Carlos Moedas foi posto ao corrente dos resultados económicos e dos projectos em carteira e em desenvolvimento, por parte do Grupo Visabeira. Um universo empresarial com 10.050 colaboradores em 17 empresas, presente também 70 países. Ficou a saber que 64 por cento do volume de negócios registado em 2017 (638 milhões de euros) respeita ao mercado externo. No mesmo ano em que registou 50 milhões de euros de resultados líquidos consolidados, mais 77,1 por cento face a 2016.

Entre os projectos inovadores que o Grupo Visabeira lançou no terreno 2017, a empresa destaca o projecto ganho para a construção da rede de fibra óptica na Ilha das Martinica, um investimento total de 100 milhões de euros a desenvolver ao longo dos próximos quatro anos. Destaca, igualmente, a entrada no mercado italiano.

Almeida Henriques considerou que o Grupo Visabeira possui “um ADN difícil de encontrar noutras empresas”. O autarca justificou esta convicção com o facto de a Visabeira, apesar de ter negócios espalhados por todo o mundo, se manter enraizada em Viseu “contribuindo decisivamente para o seu crescimento nos últimos 20 anos”.

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