Teatro Viriato traz a Viseu grandes produções do «Metropolitan Opera House»

Setembro 12, 2018 | Cultura

A estreia da nova produção dos Artistas Unidos, a transmissão das extraordinárias produções de ópera do Metropolitan Opera House de Nova Iorque, uma conferência da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e a programação em parceria marcam a próxima temporada do Teatro Viriato. De setembro a dezembro estarão ainda em palco Albano Jerónimo, Mickaël de Oliveira, Andrea Belfi, Crista Alfaiate e Cláudio da Silva. Haverá ainda espaço para o novo circo da Companhia Erva Daninha e da Companhia francesa Barolosolo. O Teatro Viriato volta também a ser o palco privilegiado da dança contemporânea, com a promoção de mais uma edição da mostra New Age, New Time (NANT).

“Nos próximos quatro meses, teremos uma programação multidisciplinar, na qual todas as áreas performativas estarão representadas. Será também uma programação onde as parcerias locais, nacionais e internacionais serão de uma importância enorme. Temos uma novidade. Decidimos trazer a Viseu as grandes produções do Metropolitan Opera House através das transmissões via satélite em HD. Falamos de produções que são sempre um sucesso a nível mundial”, anunciou a directora Paula Garcia.

Os Artistas Unidos trazem a Viseu mais uma estreia. Nos dias 14 e 15 de setembro, sobe ao palco do Teatro Viriato a peça «Do alto da ponte», uma dramaturgia de Arthur Miller, que conta com encenação de Jorge Silva Melo.

Encontrar a criança que reside dentro de nós, é o desafio que a companhia de novo circo Barolosolo propõe com o espetáculo «Plus Haut» (25 de setembro), inspirado no universo circense de Alexander Calder. A 3 de outubro, Sónia Barbosa assume o papel de encenadora convidada na terceira edição de «Noite Fora», um projeto que propõe a partilha de textos teatrais e desafia os participantes a escutar, imaginar, conversar num ambiente informal e acolhedor.

A companhia Erva Daninha apresenta no dia 05 de outubro a dramaturgia «1.5ºC Ponto de Equilíbrio», e Lígia Soares proõe, a 12 de Outubro, uma reflexão sobre o amor com a peça «Cinderela»

De outubro de 2018 a maio de 2019, a Metropolitan Opera House de Nova Iorque promete ser um protagonista imprescindível na programação do Teatro Viriato. Viseu recebe as projeções em direto e em diferido das extraordinárias produções de ópera, realizadas pelo MET. Verdi, Saint-Saêns, Puccini, Wagner, Poulenc e Donizetti são alguns dos compositores que estarão em evidência nas produções que serão apresentadas.

Lusco-Fusco (18, 19 e 20 de outubro) é uma peça de teatro para o público infantil que explora a relação da matéria e do corpo com o vazio.

Professora de piano e pianista com quase 20 anos de experiência, Inês Lamela traz ao Teatro Viriato uma masterclass (24 de outubro) centrada no domínio da música feita em contexto prisional. A investigadora irá ainda desenvolver um workshop em colaboração com o Estabelecimento Prisional de Viseu, no dia 25 de outubro.

Depois de dois anos de atividade, o grupo Dançando com a Diferença – Viseu, sobe ao palco com o espetáculo Endless (07 e 08 de dezembro). Dança, música e vídeo interagem ao longo de 70 minutos, questionando a condição humana. Endless, que conta com a participação do grupo da Madeira, tem como ponto de partida o Holocausto vivido durante a II Guerra Mundial.

A temporada encerra com dois trabalhos de Mickaël de Oliveira, dois trabalhos que formam o díptico Sócrates tem de Morrer. No dia 13 de dezembro, será feita uma leitura encenada de A Morte de Sócrates. No dia 15 de dezembro, Albano Jerónimo, Ana Bustorff, Maria Leite, Miguel Moreira, Paulo Pinto, Pedro Gil, Pedro Lacerda, Raquel Castro e Solange Freitas dão corpo à peça A Vida de John Smith.

 

CORTES NO ORÇAMENTO OBRIGAM A CANCELAR E ADIAR ESPETÁCULOS

O corte de 90 mil euros ao Teatro Viriato por parte da Direção-Geral das Artes (DGArtes), obrigou a direção fazer uma releitura da programação para o último quadrimestre do ano. De que resultou o cancelamento de alguns e ao adiamento de outros espectáculos. “Havia projetos de grande custo, de elevado custo, com um volume grande de equipas artísticas a acolher e não foi possível trazer a cena”, reconheceu Paula Garcia, que lamentou o que considera “um corte inadmissível”.

O Teatro Viriato concorreu ao Programa de Apoio Sustentado, na área de cruzamentos disciplinares, tendo ficado em primeiro lugar, nos resultados nacionais, com um apoio global de 1,320 milhões de euros, de 2018 a 2021, com valores anuais a atribuir entre os 307 mil e os 337 mil euros. De acordo com os mapas da DGArtes, o montante solicitado pelo teatro ascendia a 1,599 milhões de euros, para o quadriénio, até 2021.

Para o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Viseu, Jorge Sobrado, o corte orçamental torna muito mais difícil o trabalho do Teatro Viriato. “Não é sustentável, a médio e longo prazo, viver com limitações financeiras da responsabilidade do Estado central”, conclui, ao mesmo tempo que recorda a promessa do Governo em alocar pelo menos 1 por cento do Orçamento à Cultura.

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