Outono Quente: o regresso do evento mais «zen» de Viseu

Setembro 30, 2019 | Cultura

O pulmão verde da cidade de Viseu – o Parque Aquilino Ribeiro – volta a ser o berço de mais uma edição do festival “Outono Quente”, de 4 a 13 de Outubro. Um evento que a Zunzum – Associação Cultural, organiza pelo oitavo ano consecutivo, com propostas culturais para toda a família. Teatro, música, dança, circo, mas também momentos de conversa, contos e oficinas artísticas e criativas, a par de iniciativas focadas na saúde e bem-estar, são as propostas que Márcia Leite, presidente da Zunzum, classifica como “uma oferta alternativa e aberta a todos os públicos.

“Este é o festival mais zen de Viseu. É uma proposta cultural muito bem-vinda. É um convite para deixar o telemóvel em modo de voo e desfrutar em família de uma programação artística inclusiva, num cenário verde e de bem-estar”, reconheceu o vereador da Cultura da Câmara Municipal, Jorge Sobrado, na apresentação de um evento que, acrescentou, “continua fiel à sua matriz originária, mas evidencia um pulmão maior de talentos de Viseu “

Das companhias que estarão presentes na programação, Márcia Leite destaca “A Charanga”, CENDREV com o espetáculo “Bonecos de Santo Aleixo”, JAM com “El Metre”, Jean Kikolas com “Calor”, Trigo Limpo – ACERT com “Para ti, Sophia” e “Fil’Mus2”, Carlos Peninha com “Tocar o Chão”, Teatro e Marionetas de Mandrágora com “Os Descobridores”, Luís Roque com “De Rua”. E, a fechar o Outono Quente, a dança e música tradicional dos Açores com a presença de “As Chamarritas”.

Para conversar com o público foram convidados quatro especialistas nas áreas da literatura, ambiente, psicologia e natureza: “Ler livros, porquê?” com Sandra Santos; “Poluição por Plástico nos Rios e Oceano: O que fazer?”, com José Teixeira, Coordenador do Projeto OceanAction; “Adição à Internet”, com Ivone Patrão; e “A Vida Secreta das Plantas” com Gabriel Silva.

Em 2019, dão corpo ao programa 18 companhias artísticas, das quais duas internacionais. Globalmente, o festival mobiliza 73 artistas ao longo de dez dias, na partilha da cultura e da arte na cidade, reforçando a sua identidade comunitária, em comunhão com um dos locais património verde do concelho.

A 8ª edição traz à rua projetos já bastante reconhecidos e acarinhados do público, como é o caso da “Marcha dos Sonhos”, que lança um repto a toda a comunidade, com ou sem formação artística, para participar e construir em conjunto uma performance de rua, que termina com chave de ouro o Festival, a cada edição. À boleia desta iniciativa, os participantes podem aprender ou aprofundar conhecimentos em oficinas gratuitas de construção e manipulação de objetos cénicos, de dramaturgia ou de construção de figurinos. Nesta marcha participam os Zunso Teatro e Marionetas de Mandrágora, Jorge Fraga, Ricardo Augusto, eTribal, para além de coletivos, grupos informais e famílias. Todos desafiados a criar com e para a comunidade, “uma performance comunitária que tem crescido juntamente com o próprio evento”, sublinha Márcia Leite.

Apesar de centrar a sua programação no Parque Aquilino Ribeiro, o “Outono Quente” parte também à conquista de outros locais da cidade, nomeadamente as ruas do Centro Histórico, prometendo surpreender viseenses e visitantes com performances ao virar da esquina. Também a dimensão social é reforçada, com a visita aos Lares de Santo António e de Rio de Loba para a realização do espetáculo de teatro e marionetas “Olho de Peixe”. Em permanência está também o “Mercado de Outono”, que completa o cenário com boticas de produtos artesanais, produtores da região e os sabores da estação, também com a presença especial da Livraria “Gigões e Anantes”.

O Festival “Outono Quente” conta com o apoio do Município de Viseu, no âmbito da linha “Programar” do VISEU CULTURA, com um financiamento de 40 mil euros, entre outros apoios não financeiros. Na edição de 2018, foram cerca de 13.200 as pessoas que participaram da oferta cultural e artística da iniciativa, que contou com 59 ações.