MESCLA: Um Festival que abre espaço à criatividade «made in Viseu»

Junho 18, 2019 | Cultura

“Um conceito ganhador”. É desta forma que o presidente da Câmara Municipal de Viseu classifica o MESCLA, um Festival multicultural que promete animar a cidade, a partir do centro histórico, entre 1 e 7 do próximo mês de Julho. Baseada em muita prata da casa, a promoção do evento, conseguida no curto espaço de três meses, concretizará espectáculos de luz, sonoridades, teatro clássico de rua e de marionetas, novo circo, poesia, fotografia, oficinas e roteiros, e corresponde ao desafio lançado por comerciantes para neutralizar o vazio deixado este ano pela ausência dos Jardins Efémeros.

Sobre a designação dada a esta iniciativa, MESCLA, lançada pelo Município e pela Viseu Marca, o autarca Almeida Henriques não tem dúvidas. O nome não podia estar melhor escolhido, tendo em conta esta diversidade”, afirma. Recorda, também, que embora este evento anime culturalmente a cidade num período a que os seus habitantes e visitantes já estavam habituados, o mesmo não pretende substituir os Jardins Efémeros, a cuja promotora foi lançado o convite de apresentar uma candidatura e de regressar já no próximo ano.

O festival, promovido pelo Município de Viseu e VISEU MARCA, põe em especial destaque na sua programação “um caleidoscópio” de projetos culturais e talentos “made in Viseu”, com a participação de dezenas de artistas e coletivos radicados na cidade de Viriato, abrindo-se ainda a nomes nacionais e internacionais, em diferentes áreas de expressão. O orçamento atribuído, será concretizado com o mesmo montante que estava previamente definido para os Jardins Efémeros: 125 mil euros.

Das esculturas de luz às instalações sonoras, das músicas de diferentes paisagens à diversidade do teatro – o clássico, o de rua ou o de marionetas –, do novo circo ao café-concerto, da poesia ao conto e à literatura de viagens, da fotografia ao cinema de animação, das oficinas aos roteiros, o MESCLA promete marcar (e acelerar) o ritmo de Viseu durante os primeiros 7 dias do mês 7.

De segunda-feira a domingo, o Centro Histórico de Viseu será assim palco de estreias e apresentações inéditas na cidade-jardim, de novas experiências e de reencontros há muito desejados, em mais de 200 momentos de programação, distribuídos por 20 espaços. A “Viseu Big Band”, formada por jovens músicos de bandas filarmónicas da região, vai protagonizar o concerto de abertura do evento, a 1 de julho, na Fonte das 3 Bicas, tendo como intérprete convidada Elisa Rodrigues. E o encerramento caberá a “Sr. Jorge”, um dos projetos musicais mais originais «made in Viseu».

“Num mix positivo de artes e talentos propomos, aos viseenses e aos milhares de visitantes que procurarão Viseu, uma programação com identidade própria, onde todos podem ter lugar, independentemente da idade e origem”, frisou o Presidente da Câmara Municipal, Almeida Henriques, na apresentação.

A Praça D. Duarte, o Adro da Sé, a Fonte das 3 Bicas, o Largo Pintor Gata, o Largo de S. Teotónio, o Largo António José Pereira, a Rua de Grão Vasco, os Jardins e Casa do Miradouro, a Incubadora CAVA, o Carmo 81’, os Museus Municipais da cidade e diversos espaços do Mercado 2 de Maio são alguns dos “meeting points” do evento.

Do território cultural de Viseu sobressaem no MESCLA nomes e coletivos como Moullinex, a Gira Sol Azul e a “Viseu Big Band”, o “Teatro Mais Pequeno do Mundo” de Graeme Pullyen, João Lugatte, Ricardo Bernardo e Ricardo Silva (em residência), o projeto CRETA de Guilherme Gomes com diversos atores viseenses, a ZunZum, a Tribal, a “Ritual de Domingo” e Sónia Barbosa, Luís Belo, John Gallo, Inês Flor, Cláudia Sousa, o CARMO 81 e “Sr. Jorge”, a associação Memória Comum, entre outros. Uma seleção de “bandas de garagem” conquistará também palco nesta programação.

Para o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Viseu, Jorge Sobrado, “o MESCLA é um festival que respira Viseu por todos os poros, com uma marca de liberdade e de diálogo inclusivo, explorando os conceitos civilizacionais da viagem e da luz”.

No plano nacional e internacional ganham ainda destaque o coletivo francês La Meute, os Palmilha Dentada, a Companhia de Música Teatral, o Festival Monstra, o coletivo “Ovo Alado” e, na música, Noiserv, Fogo Fogo, Marta Ren, Elisa Rodrigues, SURMA, Solar Corona e as Sopa de Pedra.

O festival marca também a adoção de uma atitude ambientalmente mais sustentável por parte dos principais operadores de bares e cafetaria da cidade. Com o MESCLA será erradicada a utilização de copos plásticos descartáveis, sendo substituídos por copos reutilizáveis mediante caução. Anualmente são desperdiçados mais de 3 milhões de copos descartáveis no Centro Histórico de Viseu.

E sendo as “viagens” um dos conceitos fundadores do MESCLA, “Viseu pelas Bocas do Mundo – Guias de Viagem da Monarquia Constitucional ao Estado Novo” é a exposição que inaugura no Museu Almeida Moreira, a 5 de julho. Uma mostra de guias de viagens internacionais publicados entre 1820 e 1974 que põem os olhos (e a boca) sobre Viseu.

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