500 mil euros para reabilitar Mosteiro de Maceira Dão (Mangualde)

Agosto 13, 2019 | Cultura

O Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão, em Mangualde, vai, finalmente ser intervencionado ao nível da cobertura, em estado de ruína. A assinatura de protocolo que viabiliza a obra foi assinado pela Câmara Municipal, representante da família proprietária, Joana Horster, e a Direção Regional de Cultura do Centro. O investimento de 500 mil euros é comparticipado em 85 por cento.

A representante da família congratulou-se pelo passo agora dado para o início das obras, agradecendo o “papel crucial e motivador junto do estado perpetrado pela Autarquia”. A Diretora Regional de Cultura do Centro, Suzana Menezes, sublinhou a importância da salvaguarda do bem patrimonial e a consequente fruição pela comunidade e públicos em geral deste espaço, que é Monumento Nacional, nomeadamente através do estabelecimento de um plano de programação cultural que atrairá visitantes e as populações.

O presidente da Câmara Municipal, João Azevedo, destacou “a importância do trabalho que tem sido desenvolvido entre os três parceiros e que culmina agora com a assinatura do protocolo que permite devolver dignidade à “joia da coroa” do território”. Sublinhou ainda que “com as obras de conservação e restauro da cobertura da igreja e da estabilização dos claustros, está aberta a porta a estímulos exteriores de investimento, numa área que será, a breve prazo, a alavanca fundamental do progresso e do desenvolvimento sustentável dos territórios: o turismo cultural”.

Após as obras, a igreja receberá uma exposição interpretativa da história do imóvel e será colocado em marcha o plano de programação cultural desenhado pelos serviços de arqueologia e património cultural da autarquia para aquele espaço.

O Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão, erigido naquele local em 1173, por D. Soeiro Teodoniz, privilegiado do rei D. Afonso Henriques, pertenceu inicialmente à ordem beneditina para ingressar na de Cister. A sua localização, meticulosamente escolhida, em planície fértil e junto a um rio, permitia o sustento dos monges, a meditação e o culto religioso, numa paz edilicamente bucólica. Arquitetonicamente são visíveis as várias fases de construção do imóvel: a torre, do século XII; do século XVII é o edifício monacal e os claustros e, do século XVIII, a igreja elíptica.

Inserido em área agrícola, e de microclima peculiar, o Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão está classificado como Monumento Nacional, desde 2002.